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Nesses primeiros meses do ano, eu me peguei em um grande período de introspecção.

Desde que me mudei da minha cidade, comecei a postar diariamente cortes da minha rotina e alguns rolês aleatórios nos meus storys do Instagram. No início, era só uma forma de me comunicar com amigos e família de uma vez só.

Como moro sozinha, muitos “bom dia” e “como você tá?” vêm através das respostas nos meus storys.

Quem me acompanha desde o verão passado, quando fiquei mais ativa nos storys sabe que, com o tempo, eu fui diminuindo a quantidade.

E isso não foi por acaso.

Cada dia que passa, eu sinto vontade de me afastar um pouco mais e focar somente no blog.

Porque aqui, eu consigo me comunicar de forma mais profunda.
E também porque o blog virou meu portfólio de escrita criativa.

Recentemente, comecei a observar um comportamento que me fez querer parar de postar qualquer tipo de conteúdo nos storys.

No início, eu nem olhava quem visualizava justamente pra não criar nenhum tipo de sentimento em relação a isso.

Mas aí veio a curiosidade.

Hoje, são mais de 700 pessoas assistindo diariamente.

Muita gente nova, que chega através de estratégias que eu uso pra aparecer em diferentes localizações.

E isso, sinceramente… nunca foi o problema é proposital.

O que começou a me incomodar não são os desconhecidos.

São as pessoas que acham que me conhecem.

Ah, antes que eu me esqueça…
essa é a trilha sonora desse texto. Clica na imagem e dá play. 🎧

Gente da minha cidade, amigos de amigos, parentes distantes, colegas de trabalho, amigos próximos…

Pessoas que nunca interagiram com nada do que eu posto.
Nenhuma curtida. Nenhum comentário.

Mas que estão sempre ali… assistindo.

E o mais curioso👇
essas mesmas pessoas interagem normalmente com conteúdos de outras pessoas, inclusive de criadores que fazem algo parecido com o meu.

E tem mais.

Quando essas mesmas pessoas começam a produzir conteúdo, e percebem como é desconfortável se dedicar e não ter retorno… Elas começam a mandar direct pedindo curtida, comentário, compartilhamento.

Eu simplesmente ignoro.

Cada um usa a estratégia que quiser e eu não julgo quem faz isso.

Mas julgo, sim, quem só lembra de você quando precisa.

Depois de observar tudo isso, eu comecei a mudar também. Hoje, eu assisto e interajo com quem faz o mesmo comigo. Silenciei e deixei de seguir muita gente que só estava ali… me observando.

Porque pra mim é simples. Se alguém tira um tempo pra curtir algo meu, eu vou lá e reconheço o conteúdo dessa pessoa também. Seja um trabalho, uma foto de família ou qualquer coisa.

Porque ninguém posta algo à toa. Se tá ali, é porque é importante.

Muitas vezes eu abro os storys dessas mesmas pessoas que ignoram o meu conteúdo…
e vejo que estão replicando formatos muito parecidos com os que eu uso na minha criação.

Isso não é o problema. Muito pelo contrário.

Eu sei o valor do que eu crio.
E sei que, de alguma forma, eu acabo sendo referência quando o assunto é construir conteúdo de forma criativa.

E mesmo com essa falta de interesse de uma pequena parte da audiência…

Hoje eu tenho conteúdos com mais de 1 milhão de visualizações e 90 mil curtidas.

E provavelmente… dessas curtidas, pouquíssimas vieram dessas pessoas que me assistem todos os dias em silêncio.

Porque sim, não leva nem 10 minutos pra elas visualizarem qualquer coisa que eu posto no storys.

E foi aí que algo virou dentro de mim. Cada dia que passa, eu sinto menos vontade de mostrar minha vida pra esse público. (gente da minha cidade, amigos de amigos, parentes distantes, colegas de trabalho, e até mesmo pessoas próximas…)

E mais vontade de direcionar minha energia pra quem realmente se conecta.

Estou começando um movimento mais consciente.

Postar mais no feed, porque ali meu conteúdo sai da bolha.
E direcionar cada vez mais pessoas pro meu blog, que hoje é o lugar onde eu realmente gosto de me expressar.

Com o tempo, os storys vão ser mais seletivos.

Talvez um “melhores amigos”.
Talvez um canal de transmissão.

Mas com pessoas que têm interesse genuíno no que eu compartilho.

“Ah, mas assim seu Instagram não cresce…”

Sendo bem sincera?

A quantidade de seguidores não muda a minha vida.

O que me gera retorno financeiro e crescimento profissional hoje é o blog.

E o blog não depende do Instagram. Esse texto é só uma reflexão. Porque essa categoria existe pra isso.

Pra me ouvir.
Me ler.
E, talvez, me entender.

Eu uso a escrita como uma forma de conversar comigo mesma. Um diálogo de mim pra mim.

E eu sou o tipo de pessoa que só continua fazendo aquilo que faz meu coração pulsar mais forte.

Que me inspira.
Que me provoca.

E, nesse momento, os storys não estão fazendo isso. Então talvez…
esses sejam meus últimos stories abertos por um tempo.

Sem prazo. Sem pressão. Só respeitando o que eu tô sentindo agora.

A partir daqui, eu sigo me comunicando com o mundo através do blog… e do feed.

E o que for mais íntimo, mais pessoal… Fica pra aqueles que sabem quem são.

E um lembrete👇

Não seja o motivo que faça alguém perder a vontade de compartilhar as coisas boas da própria vida.

Se você chegou até aqui, eu espero que esteja tudo bem com você. Com a sua família, com a sua saúde física, mental e financeira.

Ah… e pra quem se importa,
eu estou bem. E estou vivendo a minha melhor fase.

Um abraço. 🫰

5 comentários

  1. Oi! Queria passar para dizer que, além de você estar cada dia mais radiante, sou um grande admirador da sua escrita. Te ver morando em outra cidade sozinha é inspirador, você está vivendo um sonho que eu ainda não tive coragem de realizar.

    Entendo seu afastamento dos stories. A internet está mesmo saturada de trends e conteúdos repetitivos. Inclusive, trabalho em uma empresa que tem um portal de notícias atualmente parado e indiquei você para assumir a produção de conteúdo de lá. Acho que tem tudo a ver com o seu estilo.

  2. Ray, eu te conheci através de um Reels no Instagram e depois comecei a acompanhar você nos Stories. Eu acho o seu posicionamento na internet extremamente inteligente, sempre falando sobre assuntos relevantes. Muitas moças na sua idade usam o Instagram somente como um ‘muro das lamentações’, sério kkkk. E você consegue mostrar seu trabalho e trazer temas variados através do seu conteúdo. Mas, como você mesma citou aí no seu texto, ‘eu sou o tipo de pessoa que só continua fazendo aquilo que faz meu coração pulsar mais forte’. Se você não tem sentido uma energia boa através dessas pessoas que te acompanham, parabéns pela atitude de querer se afastar. Te admiro muito e amo teu blog, guria!

  3. Ray é perceptível que você está na melhor fase da sua vida, apesar de todas as mudanças do último ano. Se te incomoda as pessoas assistirem sem interagir, faz todo sentido tu se afastar um pouco dos stories.
    Aliás, espero muito entrar no seu CF😉. Ver você super produzida no café da manhã me motiva a me arrumar e encarar o dia com outra energia. Tomara que nossa videochamada aconteça ainda essa semana. Um abraço, feliz Páscoa e continue sendo essa sereia inspiradora.

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rayanecristinemkt@gmail.com

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