No entre Briefings & Boletos de hoje, eu gostaria de falar sobre uma profissão que, na minha opinião, ainda gera muita duvida: direção criativa.
Antes que eu me esqueça, a trilha sonora desse texto já está logo abaixo. É só clicar na imagem e dar o play. 🎵

Agora me responde uma coisa. Em qual momento um profissional de marketing vira diretor criativo?
Será que é quando recebe um novo cargo? Quando termina uma pós-graduação? Quando começa a liderar uma equipe? Na minha visão…
Direção criativa não é um título que aparece de um dia para o outro. Ela é construída ao longo do caminho. E talvez seja exatamente isso que torna essa profissão tão interessante.
Quando olho para a minha trajetória, percebo que o que me levou até a direção criativa não foi um único curso, uma única empresa ou uma única habilidade. Foi o conjunto de experiências que escolhi viver.
Minha história começou em estágios dentro de departamentos comerciais. Foi ali que entendi como funcionavam equipes de vendas, negociações, metas e relacionamento com clientes. Consequentemente, também comecei a entender marketing.

Afinal, comercial e marketing vivem em constante conversa. Um departamento depende do outro para atingir objetivos, gerar oportunidades e construir posicionamento.
Mais tarde, mergulhei no universo das redes sociais. Naquela época, o Instagram ainda estava longe de ser o que é hoje. TikTok nem existia. Reels também não. Eu trabalhava com Facebook, produção de conteúdo, relacionamento digital e construção de presença online.
Enquanto isso, fui aprendendo algo que considero uma das habilidades mais importantes da minha carreira, observar comportamento. Porque direção criativa, antes de qualquer coisa, é entender pessoas.
Com o passar dos anos, meu trabalho começou a migrar para outras áreas do marketing. Vieram os blogs, as newsletters, os funis de vendas, o inbound marketing e toda a estratégia que acontece nos bastidores de uma grande marca.
E foi justamente nesse período que percebi algo importante. Um bom profissional raramente surgem do nada. Eles costumam nascer da conexão entre diferentes conhecimentos. Por isso, quanto mais repertório você constrói, mais fácil se torna encontrar soluções criativas.

Ao mesmo tempo, comecei a atuar na prospecção de clientes para agências de marketing. Foi nessa fase que tive contato com ferramentas, processos comerciais e estratégias utilizadas por grandes empresas para geração de negócios.
Naturalmente, comecei a participar de projetos cada vez maiores. Em muitos deles, eu não era a pessoa que executava o trabalho final. Eu era a pessoa que desenhava o caminho.
Foi então que os briefings ganharam um papel fundamental na minha carreira. Aprender a construir um briefing claro, estratégico e detalhado me ensinou uma habilidade extremamente valiosa, transformar uma ideia em direção.
Porque uma boa direção criativa não acontece quando alguém diz “faz algo legal”.
Ela acontece quando existe clareza suficiente para que outro profissional consiga executar um trabalho com qualidade. Hoje, essa mesma lógica se aplica até mesmo às inteligências artificiais.
Se antes eu escrevia briefings para designers, videomakers e redatores, agora também escrevo prompts. E, no fundo, a lógica continua sendo exatamente a mesma. Quanto melhor a direção, melhor a entrega.
Outro fator que contribuiu muito para minha formação foi a participação em projetos ligados a eventos e ações de marketing em grande escala.
Estar presente em negociações, acompanhar estratégias de posicionamento e participar da construção de campanhas me permitiu conhecer profissionais extremamente competentes.

E eu sempre digo uma coisa, conexões mudam carreiras. Muitas das oportunidades que surgiram na minha vida vieram de pessoas que conheci ao longo da jornada.
Pessoas que abriram portas, indicaram caminhos ou simplesmente compartilharam conhecimento. Por isso, acredito que a carreira de um diretor criativo não pode ser construída apenas dentro da sala de aula.
Cursos são importantes. Graduações também.
Mas existe uma parte do aprendizado que acontece vivendo. Está nas viagens que você faz. Nos livros que lê. Nas músicas que escuta. Nas culturas que conhece. Nas conversas que tem. Nas experiências que escolhe acumular ao longo da vida. Porque direção criativa é, acima de tudo, repertório.
É a capacidade de conectar pontos que, aparentemente, não possuem ligação. É transformar referências em estratégia e encontrar caminhos quando ainda não existe um mapa.
E talvez seja por isso que eu goste tanto dessa profissão. No fim das contas, minha carreira como diretora criativa não foi construída apenas por aquilo que estudei. Ela foi construída pelas experiências que vivi. E, sinceramente? Acho que continua sendo construída todos os dias.
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Esse blog segue sendo feito com alma, um caos levemente controlado (ou quase), e um pouquinho da loucura boa que é ser diretora criativa da minha própria vida.
Espero que tudo isso se transforme em um tanto de coisa boa, em encontros inesperados, oportunidades que ainda nem consigo enxergar e histórias que valham a pena ser vividas.
E que a minha escrita criativa continue me levando para lugares que hoje eu nem imagino existir. Sigo acreditando numa coisa: Se penso, realizo. 🫰
Talvez alguma das minhas experiências te ajude em algum momento da sua vida e se não ajudar também… fazer o quê, né? hahahaha. 😌
