Todo começo de mês eu gosto de abrir o Google Trends. Faz parte da minha rotina de trabalho e, sinceramente, uma das partes que eu mais gosto. É ali que tiro várias dúvidas, descubro o que anda despertando a curiosidade das pessoas e encontro ideias para produzir conteúdo tanto para os meus clientes quanto para o Nasci Pra Dar Certo.
Com o tempo, percebi que o Google Trends é muito mais do que uma ferramenta de pesquisa. Pra mim, ele funciona como um termômetro da curiosidade humana. Basta um assunto ganhar força que, em poucos minutos, milhares de pessoas já estão fazendo exatamente a mesma pergunta no Google.
Afinal, antes de virar notícia, meme ou assunto na roda de amigos, quase tudo passa por uma pesquisa no Google. Junho não foi diferente.
Entre acontecimentos esportivos, inteligência artificial, turismo, saúde, entretenimento e aquelas curiosidades que surgem do nada, algumas buscas chamaram minha atenção.

Eu gosto de pensar que o Google é uma espécie de diário coletivo da humanidade. Antes de perguntar para um amigo, muita gente pergunta para o buscador.
E quando milhares de pessoas fazem exatamente a mesma pergunta, dá para entender um pouquinho melhor o que está passando pela cabeça do mundo naquele momento.
Então pega um café, um chá ou um vinho… hahah e vem descobrir o que despertou a curiosidade dos brasileiros durante o mês de junho.
Antes de existir uma resposta, existe uma pergunta.
Carlo Ancelotti mostrou que futebol continua dominando as conversas
Quem acompanhou as notícias esportivas provavelmente já esperava ver o nome de Carlo Ancelotti entre os assuntos mais pesquisados do mês.
Mas o mais curioso não foi o volume de buscas pelo treinador italiano. O interessante foi perceber as perguntas feitas pelos brasileiros.

Entre elas estavam:
“Quantos jogos Ancelotti tem pela Seleção Brasileira?”
“Quantos títulos Ancelotti conquistou?”
“Ancelotti vai ganhar com a Seleção?”
Esse comportamento mostra algo bastante interessante. Hoje, as pessoas não pesquisam apenas um nome. Elas procuram contexto.

Elas querem entender a história por trás da notícia. Para quem trabalha com produção de conteúdo, essa é uma grande lição. Muitas vezes, responder exatamente às perguntas que o público faz pode ser mais eficiente do que simplesmente escrever sobre o assunto principal.
Quando uma tragédia desperta solidariedade
Nem todas as tendências surgem por curiosidade. Algumas aparecem porque despertam empatia. Um dos termos que mais cresceram na categoria “como ajudar” foi relacionado à Venezuela.
Ao mesmo tempo, buscas por doações e voluntariado também aumentaram. Isso mostra que a internet não serve apenas para consumir informação. Em muitos momentos, ela também conecta pessoas dispostas a ajudar.
“A maneira mais segura de ajudar a Venezuela atualmente é doando dinheiro para agências humanitárias e ONGs internacionais que atuam diretamente no país. A forma mais prática de acompanhar a situação e encontrar os links oficiais para doação é pelas páginas destas instituições no Instagram
- ACNUR Brasil (Instagram): A Agência da ONU para Refugiados está mobilizando campanhas de ajuda humanitária emergenciais.
- Cáritas Venezuela (Instagram): Atua diretamente no atendimento às famílias afetadas com água, comida e assistência médica.
- OIM Brasil (Instagram): Organização Internacional para as Migrações da ONU, que fornece abrigamento e itens de primeira necessidade. “

A inteligência artificial agora ajuda até nas compras
Parceria entre a Shopee e a OpenAI. Na prática, usuários brasileiros podem descobrir produtos diretamente durante uma conversa com o ChatGPT antes mesmo de entrar no aplicativo da Shopee.
Até pouco tempo atrás, a jornada de compra começava quase sempre dentro de um buscador. Hoje ela pode começar dentro de uma conversa com uma Inteligência Artificial.
Essa mudança reforça algo que venho comentando bastante aqui no blog. Não basta mais pensar apenas em SEO. Também precisamos pensar em GEO, a otimização para mecanismos generativos como ChatGPT, Gemini e outras IAs.
Quando uma música vira assunto na internet
Se você já leu alguns artigos da categoria Textoterapia, provavelmente percebeu que quase todo texto ganha uma trilha sonora.
Não é por acaso. Sempre acreditei que algumas músicas conseguem dizer aquilo que a gente ainda não encontrou palavras para escrever.
Talvez seja justamente por isso que eu não me surpreenda quando uma canção aparece entre os assuntos mais pesquisados do Google.
Em junho, por exemplo, “Lost Boys”, da cantora Phoebe Bridgers, registrou um crescimento expressivo nas buscas.

Na prática, isso mostra como a internet funciona hoje. Basta uma música aparecer em um vídeo, em uma série ou viralizar nas redes sociais para milhares de pessoas correrem até o Google querendo descobrir quem canta, qual é a letra ou o contexto por trás daquela melodia.
Aliás… se você ainda não conhece a categoria Textoterapia, fica o convite. Por lá, quase todo texto começa com um play. Porque algumas histórias merecem ser ouvidas antes mesmo de serem lidas. 😮💨
Pausa pra hidratação 😅

Uma das buscas que mais me chamou atenção durante competições esportivas não tinha relação direta com gols ou resultados.
Muita gente começou a pesquisar sobre as famosas pausas para hidratação durante as partidas. Ao mesmo tempo, surgiram perguntas bastante curiosas sobre hábitos das seleções, incluindo uma dúvida que viralizou:
“Os jogadores da Inglaterra realmente tomam chá durante os intervalos?”
Pode parecer uma pergunta simples. Mas ela mostra que o interesse do público vai muito além do placar. As pessoas querem conhecer culturas, costumes e pequenas curiosidades que tornam o esporte ainda mais interessante.
WAG
A sigla WAG (Wives and Girlfriends) voltou a aparecer entre as pesquisas do Google depois de ganhar espaço nas transmissões esportivas e nas redes sociais.
O termo surgiu na Inglaterra para se referir às esposas e namoradas de atletas profissionais e, hoje, virou parte da cultura esportiva mundial.

Inicialmente, o termo tinha um tom pejorativo e estereotipado, usado para diminuir essas mulheres como se fossem “apenas apêndices” ou dependentes da fama dos maridos. Nos últimos anos, com a ascensão das redes sociais e do empreendedorismo feminino, o rótulo foi ressignificado. Muitas WAGs construíram suas próprias carreiras como modelos, empresárias e influenciadoras digitais, chegando a ser tão ou mais famosas que seus parceiros. Font: /gshow
O que essas pesquisas ensinam para quem produz conteúdo?
Existe uma tendência que fica cada vez mais evidente. As pessoas pesquisam menos palavras soltas e fazem mais perguntas completas.
Em vez de buscar apenas um nome, elas querem entender histórias, descobrir contextos e encontrar respostas confiáveis. Por esse motivo, empresas, criadores de conteúdo e profissionais que desejam aumentar sua presença no Google precisam produzir conteúdos que realmente resolvam dúvidas.
Essa lógica vale tanto para o SEO tradicional quanto para o GEO, estratégia voltada para mecanismos de Inteligência Artificial.
Quando um conteúdo responde perguntas reais, apresenta informações confiáveis e oferece uma visão original sobre determinado tema, aumentam as chances de ele aparecer tanto nos resultados do Google quanto nas respostas geradas por plataformas como ChatGPT e Gemini.
Entre uma pesquisa e outra…



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É hora de dar tchau…

Até o próximo entre briefings & boletos.
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