Buscar referências de criatividade faz parte da minha rotina criativa há anos. Entre marketing, conteúdo, criação, atendimento, prospecção e direção de projetos, fui percebendo que repertório também é ferramenta de trabalho.
Hoje, atuando principalmente na direção criativa, continuo de olho em marcas, campanhas, tendências, formatos e em tudo aquilo que pode despertar uma nova ideia.
Se tem uma coisa que faz parte da rotina de quem trabalha com marketing, conteúdo e criatividade é buscar referências. E não estou falando apenas de abrir o Instagram e procurar o que outras marcas estão fazendo.
Referência está em uma campanha. Em uma fotografia. Em uma edição de vídeo. Em uma frase. Em uma embalagem. Em um e-mail. Em um filme. Em um outdoor que você viu no caminho.
Até naquele panfleto que alguém entregou no sinal e você colocou na bolsa sem saber exatamente por quê. Hahaha.
Há anos venho criando conteúdos, escrevendo Briefings.
Penso em como uma ideia pode sair do papel e chegar até as pessoas.
Nos últimos anos, passei a trabalhar com conteúdos em formato de texto para o Google.
Penso em SEO, GEO e em como o conteúdo é encontrado de forma orgânica.
Percebo que repertório faz parte do trabalho e referências de criatividade ajudam nisso.
Não existe criar do nada. Existe observar, pesquisar, experimentar, conectar referências e transformar tudo isso em alguma coisa nova.

Referência criativa não é copiar
Essa é uma diferença que considero muito importante. Se inspirar em uma referência não significa pegar uma campanha que funcionou para uma marca e tentar reproduzi-la para outra.
Pra mim, referência é entender por que aquilo chamou minha atenção. Foi a ideia? O storytelling? A fotografia? A direção de arte? A edição? A tipografia?
A escolha das cores? O formato? A maneira como a marca contou aquela história? Ou simplesmente o fato de aquela campanha ter feito alguma coisa que eu não estava esperando?
Quando encontro uma referência interessante, gosto muito mais de tentar entender o mecanismo criativo por trás dela do que simplesmente salvar a imagem.
Porque uma boa referência pode provocar uma pergunta:
“Como eu poderia fazer alguma coisa com essa lógica, mas dentro do universo dessa outra marca?”
E é aí que começa a criação.

Minha busca por referências começa quando chega um novo projeto
Quando recebo a solicitação de uma campanha ou projeto de uma marca, uma das primeiras coisas que faço é reservar um período para pesquisar.
É quase de lei. Eu olho marcas do mesmo segmento, claro.
Mas também faço questão de pesquisar segmentos completamente diferentes. E isso é proposital.
Se estou trabalhando para uma marca de saúde, por exemplo, não quero olhar somente outras marcas de saúde.
Porque se eu olhar apenas para concorrentes, existe uma grande possibilidade de encontrar as mesmas soluções visuais, os mesmos formatos e a mesma linguagem que todo mundo daquele mercado já está usando.
Às vezes, a referência que vai destravar uma ideia para uma marca de saúde está em uma campanha de bebida.
Ou em uma empresa de tecnologia. Ou em uma marca de moda. Ou em uma campanha antiga de Natal.
É justamente quando você sai do óbvio que o repertório começa a ficar interessante. (no meu caso 😌)

Marcas que estão sempre no meu radar
Hoje eu vou compartilhar algumas marcas que acompanho e que, de alguma maneira, acabam alimentando meu repertório. Não significa que eu ache tudo perfeito ou que toda campanha delas funcione.
A ideia aqui é outra: são marcas que me fazem prestar atenção.
Às vezes pelo storytelling, layout, formato ou simplesmente porque fizeram alguma coisa diferente. E, para quem trabalha com direção criativa, prestar atenção já é uma forma de pesquisar.
Instagram: minhas referências por segmento
Saúde:



Meu olhar não está necessariamente em “qual marca posta melhor”. Estou olhando para soluções criativas.
Pode ser a forma como uma informação é apresentada, uma escolha de imagem, o jeito de transformar um assunto técnico em conteúdo, uma campanha que consegue trabalhar emoção ou até um formato que eu ainda não tinha pensado…
Imobiliário e financiamento



RH e logística



Laboratorial
laboratório.padrão


E claro que existem aquelas referências que provavelmente já estão no seu radar:



Eu também gosto de procurar campanhas antigas
Essa talvez seja uma das minhas formas favoritas de pesquisar referências.
Eu vou para o YouTube e começo a procurar comerciais antigos.
2002:
Campanhas de Natal, dia das Mães, lançamentos de produtos e comerciais antigos de grandes marcas.
Nike.
O Boticário. Coca-Cola. Concessionárias. Bancos. Marcas de varejo.
Às vezes eu simplesmente pesquiso:
“Campanha de Natal O Boticário 2005”
E começo a viajar pelo YouTube. Um vídeo puxa outro. Que puxa outro. hahaha Que me leva para uma campanha completamente diferente.
E, quando percebo, estou assistindo a uma campanha de 2004 pensando: “Tem alguma coisa aqui.”
Talvez eu nem saiba ainda o que é. Mas guardo.
Porque referência também é isso. Nem sempre você sabe imediatamente para que vai usar uma ideia.
Às vezes ela fica armazenada no repertório até aparecer o projeto certo.
Plataformas e sites que também fazem parte do meu repertório, como o Behance e o Creative Boom.

Referência também entra no meu Briefing
Como uma parte importante do meu trabalho hoje é construir Briefings criativos para profissionais que vão dar vida a uma ideia, eu me dedico bastante a essa pesquisa.
Porque muitas vezes as referências que encontro não servem apenas para mim.
Elas vão para o Briefing. Vão para o designer. Para o editor de vídeo. Para o redator. Pra quem estiver envolvido naquela criação.
E existe uma diferença enorme entre escrever: “Quero algo moderno e criativo.”
e entregar:
“A ideia é seguir por este caminho. Separei estas referências porque gosto da forma como trabalham fotografia, composição e ritmo. Elas não devem ser reproduzidas, mas podem ajudar a visualizar a atmosfera que estamos buscando.”

A segunda opção dá muito mais contexto para quem vai criar.
E é justamente por isso que eu considero pesquisa de referências uma parte da direção criativa, e não uma etapa aleatória antes de começar o trabalho.
Minha inspiração não fica só no Instagram
Essa talvez seja uma das coisas mais legais de trabalhar com criatividade durante muitos anos:
você começa a encontrar referência em lugares que nem estavam procurando por ela.
Às vezes estou ouvindo um podcast e alguém fala uma frase que imediatamente penso:
“Preciso anotar isso.” Não necessariamente porque vou usar naquele dia.
Mas porque aquela frase pode encaixar em algum projeto ou em um texto. Também acontece assistindo a um filme.
Lendo uma matéria. Recebendo um e-mail. Vendo uma embalagem. Passando por um outdoor.
A criatividade começa a funcionar quase como um radar. Você passa a observar as coisas de um jeito diferente.
Newsletters e blogs também fazem parte do meu repertório
Outra fonte de referência que uso e amo bastante são as newsletters que chegam no meu e-mail.
E aqui existe uma relação até com uma parte da minha trajetória profissional.
Como já participei de muitas cadências de inbound marketing, inclusive trabalhando com escrita de e-mails, acabei desenvolvendo bastante interesse pela forma como marcas, veículos e profissionais constroem comunicação diretamente na caixa de entrada.
Algumas newsletters que acompanho:
The Summer Hunter

Gosto de acompanhar pelo universo de viagens, comportamento e lifestyle.
Startups
Acompanho principalmente pelo olhar criativo do conteúdo e pela forma de apresentar assuntos e novidades relacionados ao universo de negócios e tecnologia.

FFW
Moda, tendências, comportamento e lifestyle são ótimas fontes de repertório visual e cultural.

Manda Refs
O próprio nome já entrega a proposta. 😂
É uma daquelas fontes que entram diretamente para a pastinha mental de “olha isso aqui”.

Criatividade também é saber observar
Nem tudo que eu salvo vai para um Briefing. Às vezes, aquela referência simplesmente aumenta meu repertório.
E repertório acumulado aparece quando você precisa criar. Por isso, hoje, quando começo um projeto, não penso apenas:
“O que outras marcas desse segmento estão fazendo?”
Eu penso:
“O que existe por aí que pode me ajudar a pensar diferente sobre esse problema?”
Essa pergunta muda bastante a pesquisa. Porque deixa de ser uma busca por modelos para copiar e passa a ser uma busca por possibilidades.

E você? Onde busca suas referências?
Se trabalha com criação, publicidade, design, conteúdo ou marketing, provavelmente também tem aquela pasta secreta cheia de prints, links, campanhas, frases e coisas que você jurou que um dia vai usar.
Eu tenho. E continuo alimentando. 😅
Por hoje é só.
Que toda vez que você passar por aqui, no Nasci Pra Dar Certo, esse espaço te traga boas ideias, novos caminhos e outras formas de ver o mundo.
Textos que conversam com esse 👇
Briefing criativo: como eu transformo uma ideia em direção criativa
Como minha escrita virou ferramenta de trabalho
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