O influencer de IA que me fez gritar, visionário du carai! 😂
Vamos falar sobre o assunto que me fez parar o dedo na tela do Instagram nas últimas semanas, o famoso influencer de IA que viralizou com vídeos ultrarrealistas e pegou muita gente de surpresa.
E eu vou começar confessando uma coisa, como diretora criativa, esse foi um dos lançamentos mais criativos que vi nos últimos tempos quando o assunto é inteligência artificial.
Quando apareceu pra mim, a reação foi imediata, VISIONÁRIO DU CARAI! ou visionaria 😮💨 Rycoooo Hahahahahaha.
Estou falando do Moroni Duarte, personagem que vem chamando a atenção nas redes sociais com uma aparência inspirada no Vector, aquele vilão do filme Meu Malvado Favorito, da franquia Minions. Se você conhece o personagem original, já consegue imaginar o tipo de figura que estou falando.

O mais interessante é que não estamos diante apenas de alguém criando vídeos engraçados com inteligência artificial. O que me chamou a atenção foi a construção de um personagem com identidade visual marcante, inserido em situações que já fazem parte do imaginário da internet.
E aqui começa a minha análise de diretora criativa, porque uma coisa é usar IA para produzir conteúdo. Outra, completamente diferente, é entender como transformar essa tecnologia em uma ideia que as pessoas reconhecem, compartilham e querem acompanhar.
Por que o influencer de IA Moroni Duarte viralizou?
Primeiro, preciso falar sobre a aparência desse personagem.
Ele tem uma estética cômica, um visual exagerado e aquele tipo de presença que faz você olhar duas vezes. É praticamente impossível passar por um vídeo sem, pelo menos, querer entender o que está acontecendo ali.

Na publicidade, a gente sabe que conquistar a atenção do público é uma das partes mais difíceis do trabalho. No caso do Moroni, o próprio personagem funciona como um gancho visual.
Só que não para por aí.
O perfil utiliza referências de pessoas famosas, memes e cenas que já circulam nas redes sociais. Entre os exemplos que observei estão vídeos envolvendo Virginia, Ana Castela e situações que remetem ao universo dos podcasts, como o Podpah.
Sabe o que isso significa na prática?

Em vez de apresentar um personagem completamente desconhecido em uma situação que ninguém entende, o conteúdo coloca esse personagem em contextos que o público já reconhece.
É como se a gente pegasse uma cena que já tem potencial de viralização e acrescentasse um elemento inesperado: um personagem fictício, criado com inteligência artificial, aparecendo ali como se realmente fizesse parte daquele universo.
E o resultado pode ser tão realista que, se você não souber que está assistindo a uma criação de IA, corre o risco de acreditar que aquela interação aconteceu de verdade. É justamente aí que mora boa parte da graça e da surpresa.
Afinal, a internet já está acostumada com pessoas que viralizam da noite para o dia e, pouco depois, começam a aparecer em podcasts, campanhas publicitárias e colaborações com famosos. Quando surge um personagem com essa mesma dinâmica, o cérebro tenta encaixá-lo em algo que já conhece.

Só que, nesse caso, existe um detalhe, o personagem não precisa ter vivido aquela situação para aparecer nela. A inteligência artificial permite criar uma presença digital que parece participar de acontecimentos reais, mesmo quando aquela cena foi produzida artificialmente. E, do ponto de vista criativo, isso abre uma quantidade enorme de possibilidades.
O segredo criativo por trás dos vídeos ultrarrealistas com IA
Na minha opinião, um dos grandes acertos dessa estratégia é a combinação de três elementos: aparência, contexto e oportunidade.
A aparência chama a atenção. O contexto facilita a identificação. E a oportunidade está em aproveitar assuntos que já estão circulando na internet. Eu ainda não vi um vídeo do Moroni com o Luiscrazy_near, hahahah.

Mas imagina o tanto de possibilidade que existe quando você tem um personagem reconhecível e pode colocá-lo em diferentes situações, acompanhando as conversas do momento?
É praticamente um laboratório de ideias para conteúdo.
A equipe pode observar os memes que estão em alta, identificar quais cenas têm potencial para gerar identificação e pensar em novas situações para o personagem. Isso não significa simplesmente copiar o que já viralizou, mas encontrar uma maneira criativa de entrar naquela conversa.
E aqui entra um detalhe que considero essencial, a ferramenta de inteligência artificial pode ajudar a produzir a cena, mas a escolha da referência, o timing da publicação, o humor e a construção da ideia continuam sendo decisões criativas.
Aliás, é por isso que eu sempre falo que prompt é o novo briefing. Hahahahaha. A tecnologia mudou, mas a necessidade de ter uma ideia continua existindo.

Você pode ter acesso à melhor ferramenta de vídeo do mercado e ainda assim produzir um conteúdo que não desperta absolutamente nada em ninguém. Por outro lado, uma ideia bem construída, conectada ao comportamento do público e executada com qualidade pode transformar um personagem fictício em assunto de conversa.
No caso do Moroni, o realismo é um dos grandes atrativos. Não é apenas a aparência do personagem que chama a atenção, mas a maneira como ele é inserido nas cenas.
E, quando a produção é convincente, o público fica naquele dilema delicioso, isso é real ou é inteligência artificial? É o tipo de dúvida que pode render comentários, compartilhamentos e novas visualizações.
Quem está por trás do personagem Moroni Duarte?
Essa é uma das curiosidades que surgiram enquanto eu observava o perfil.
Quem é a pessoa por trás dessa criação? É um homem, uma mulher ou uma equipe trabalhando em conjunto? Como funciona a divisão entre criação, produção dos vídeos, estratégia de conteúdo e desenvolvimento comercial?
Até o momento, não tenho informações suficientes para afirmar quem está por trás de cada etapa do projeto. E não vou inventar uma história só para preencher esse espaço.
O que posso dizer, com base na minha observação do conteúdo, é que existe uma estratégia criativa que merece atenção.
Além do perfil que viralizou, o projeto está associado à Characters School, que oferece treinamento voltado à criação de personagens com inteligência artificial e vídeos ultrarrealistas.

Ou seja, a ideia não está restrita à publicação de memes. Existe também uma oferta comercial relacionada à própria habilidade que chama a atenção do público.
E olha que interessante, o personagem que desperta a curiosidade das pessoas também pode funcionar como uma vitrine para ensinar outras pessoas a criar personagens semelhantes.
Isso me parece uma conexão muito inteligente entre conteúdo, audiência e produto. Você atrai a atenção com uma demonstração prática do que é possível fazer e, depois, apresenta um caminho para quem deseja aprender a fazer algo parecido.
Não estou afirmando que conheço o faturamento da Characters School ou os resultados comerciais desse lançamento, porque não tenho esses dados. Mas a conexão estratégica entre o conteúdo viral e a oferta de treinamento é visível.
E, como alguém que trabalha com direção criativa e conteúdo, eu adoro quando consigo enxergar essa ligação entre uma ideia e o negócio por trás dela.
Outros influencers de IA que chamam a atenção
O Moroni não é o único exemplo de personagem digital que explora uma aparência marcante para conquistar a atenção do público.
Nos perfis Jean_philanthrope e Abu.Shalab, por exemplo, também encontramos personagens que apostam em características visuais incomuns e situações que despertam curiosidade.

O ponto em comum que me interessa aqui é o gancho visual. Na internet, onde disputamos atenção com milhares de publicações todos os dias, um personagem que foge do padrão pode despertar curiosidade antes mesmo de a pessoa entender a proposta do vídeo.
É claro que uma aparência diferente, sozinha, não garante viralização. O conteúdo precisa ter contexto, ritmo e algum elemento que faça o público querer assistir até o final ou compartilhar com alguém.
Ainda assim, esses exemplos mostram como personagens digitais podem explorar diferentes estéticas, personalidades e formatos de humor.
E isso me faz pensar em uma pergunta: quantas oportunidades de negócio estão surgindo para quem consegue unir criatividade, inteligência artificial e estratégia de conteúdo?
Qual ferramenta usar para criar vídeos ultrarrealistas com IA?
Para quem ficou curioso e quer descobrir como esse tipo de conteúdo é produzido, uma das ferramentas que vale conhecer é a Higgsfield AI.
A plataforma oferece recursos para criar personagens digitais e gerar vídeos com aparência realista, além de ferramentas voltadas à produção de conteúdo para redes sociais e publicidade.
O AI Influencer Studio permite desenvolver personagens com características visuais consistentes e colocá-los em diferentes situações. A proposta é facilitar a criação de influenciadores digitais sem que o criador precise aparecer diante da câmera. Conheça a ferramenta.

É importante lembrar, porém, que não tenho confirmação de que essa seja a ferramenta utilizada especificamente na produção dos vídeos do Moroni Duarte.
Estou citando a Higgsfield como uma alternativa para quem deseja explorar esse universo.
E aqui vai uma observação: criar um personagem e produzir um vídeo convincente são apenas parte do processo. Se a intenção é transformar isso em um projeto comercial, também será necessário pensar em identidade, posicionamento, frequência de publicação, público, formatos de conteúdo e possibilidades de monetização.
Em outras palavras, não basta aprender a gerar vídeos. É preciso descobrir o que fazer com eles.
5 formas de ganhar dinheiro com um influencer de IA
Agora chegamos à parte que eu sei que muita gente quer conhecer. Hahahahahaha. Afinal, se um personagem fictício consegue conquistar milhões de visualizações, será que também pode gerar dinheiro?
A resposta é sim, existem caminhos para monetizar um influencer de IA. Mas os resultados dependem da audiência, da qualidade do conteúdo, das regras de cada plataforma e da capacidade de transformar atenção em receita.
Separei cinco possibilidades que considero interessantes.

1. Monetizar vídeos por meio de plataformas de criadores
Uma das possibilidades é participar de programas que remuneram criadores pela publicação de conteúdo ou pelo desempenho dos vídeos.
Existem plataformas e campanhas voltadas a criadores de conteúdo com inteligência artificial. A própria Higgsfield apresenta o programa Higgsfield Earn, que oferece oportunidades de remuneração para conteúdos enviados de acordo com as regras do programa.
Também vale pesquisar iniciativas como Launchpoint e Rizzle, verificando se há campanhas abertas para o seu perfil e quais são os requisitos de participação.
Vi circularem informações sobre pagamentos por vídeo que chegam a valores expressivos em determinados programas.
Entretanto, não consegui confirmar em fontes oficiais os valores específicos de US$ 78 a US$ 1.075 por vídeo atribuídos à Rizzle, nem a afirmação de que cinco milhões de visualizações garantiriam um pagamento de US$ 10 mil.
Por isso, eu não trataria esses números como uma tabela de remuneração garantida.
Antes de investir tempo ou dinheiro, confira as regras oficiais, os critérios de aprovação, a elegibilidade para brasileiros e a forma como cada campanha calcula os pagamentos.
A oportunidade é interessante, mas é importante entender a diferença entre uma possibilidade de ganho e uma receita previsível.
2. Fechar publicidade com marcas
Essa é uma das possibilidades mais interessantes para mim. Um influencer de IA pode desenvolver uma audiência em torno de um personagem e, a partir disso, criar oportunidades de publicidade.
Se o perfil conversa com um público relevante e consegue entregar bons resultados, marcas podem ter interesse em associar seus produtos àquele universo. E já temos exemplos no mercado brasileiro.
A Marisa Maiô, personagem criada com inteligência artificial por Raony Phillips, viralizou nas redes sociais e chegou a participar de campanhas publicitárias, incluindo uma ação com o Magazine Luiza em junho de 2025. O caso foi noticiado pela Exame.

Esse exemplo mostra que personagens fictícios podem ultrapassar o entretenimento e entrar no mercado publicitário.
Agora imagina uma marca querendo participar de uma tendência, mas com um personagem que já tem identidade visual, humor e uma comunidade interessada no conteúdo.
Em vez de contratar apenas uma pessoa para apresentar um produto, ela pode desenvolver uma campanha criativa com um personagem digital.
É claro que o público alcançado, a afinidade com a marca, a qualidade da execução e os resultados esperados continuam sendo importantes. Mas o caminho existe, e a Marisa Maiô é um exemplo concreto de como essa possibilidade pode funcionar.
3. Trabalhar com links de afiliados
Outra possibilidade é utilizar o influencer de IA para apresentar produtos e direcionar o público para links de afiliados.
Funciona de maneira semelhante ao marketing de afiliados tradicional: o criador divulga um produto por meio de um link rastreável e pode receber uma comissão quando uma compra elegível acontece.
Um personagem digital pode apresentar roupas, acessórios, itens para casa, produtos de beleza ou outras categorias que façam sentido para o público.
Imagine, por exemplo, um influencer de IA com personalidade de consumidor exigente, que testa produtos ficticiamente em situações de humor ou apresenta listas de achadinhos.

A proposta criativa pode chamar a atenção, mas é importante que a publicidade seja transparente. O personagem não deve afirmar que experimentou pessoalmente um produto quando isso não aconteceu.
Também é necessário respeitar as regras do programa de afiliados e da plataforma em que o conteúdo será publicado.
O mais interessante dessa estratégia é que ela permite explorar diferentes nichos sem depender exclusivamente de contratos publicitários fechados diretamente com as marcas.
4. Criar e vender seu próprio produto
Essa possibilidade é especialmente interessante quando o criador já possui conhecimento que outras pessoas querem aprender.
No caso da Characters School, por exemplo, o treinamento oferecido está relacionado à criação de personagens e conteúdos com inteligência artificial.
A lógica é transformar uma habilidade em produto digital.
Mas não precisa ser necessariamente um curso de IA. Um influencer de IA também pode ajudar a vender e-books, materiais educativos, templates, consultorias, comunidades pagas ou produtos físicos.
Imagine um personagem especializado em organização que apresenta um método próprio e direciona o público para um e-book. Ou um personagem de humor que se torna a identidade de uma marca de camisetas.
O personagem funciona como um ativo de comunicação, enquanto o produto oferece uma forma de monetização. E existe uma vantagem estratégica nessa abordagem: o criador pode desenvolver uma fonte de receita própria, sem depender exclusivamente da remuneração oferecida por redes sociais ou campanhas de terceiros.
Claro que vender depende de ter uma oferta útil, um público interessado e uma estratégia comercial bem construída. Ainda assim, é uma das possibilidades que eu mais exploraria se estivesse desenvolvendo um projeto desse tipo.
5. Vender vídeos personalizados
Por último, temos a criação de vídeos personalizados para o próprio público. A proposta é oferecer um conteúdo sob encomenda, com o personagem aparecendo em uma situação solicitada pelo cliente.
Pode ser uma mensagem de aniversário, uma homenagem, uma brincadeira entre amigos ou um vídeo temático para uma ocasião especial.
O cliente paga pela criação e recebe um conteúdo personalizado, conforme as condições combinadas.

Esse modelo permite monetizar uma audiência mesmo sem depender exclusivamente de publicidade ou links de afiliados.
O valor cobrado pode variar de acordo com a complexidade da produção, o tempo necessário, os direitos de uso e a demanda. Portanto, qualquer preço divulgado por um perfil específico deve ser entendido como uma oferta daquele criador, não como uma média garantida de mercado.
Também é importante respeitar os direitos de imagem, evitar situações enganosas e deixar claro quando o vídeo é produzido artificialmente.
Afinal, criatividade é ótimo. Problema jurídico por causa de meme é que não entra no meu planejamento estratégico. Hahahahahaha.
Minha conclusão sobre o influencer de IA que viralizou
No fim das contas, o que eu mais gostei nesse lançamento foi perceber como uma ideia criativa pode conectar entretenimento, tecnologia e oportunidade comercial.
O Moroni Duarte me fez rir, despertou minha curiosidade e ainda me deixou pensando em todas as possibilidades que podem surgir a partir de um personagem criado com inteligência artificial.
E é exatamente esse tipo de projeto que eu gosto de observar, aquele que faz a gente se divertir enquanto também pensa em estratégia.
Não sei se o Moroni vai continuar viralizando, se vai se tornar um influencer de IA com uma rotina própria ou se o projeto vai explorar novos formatos de negócio. Também não sei quais serão os próximos lançamentos da equipe por trás da Characters School.
E você, o que acha dos influencers de IA? Criaria um personagem para tentar ganhar dinheiro com vídeos virais ou prefere acompanhar tudo isso de camarote?
Eu confesso que estou achando tudo muito criativo e que também gostaria de estar fazendo milhões com inteligência artificial. Hahahahahahaha.
Afinal, a IA está a milhão, e eu também quero descobrir como transformar criatividade em boleto pago. 😮💨
Espero que você tenha gostado do texto de hoje. Essa foi a minha opinião sobre o influencer de IA que viralizou e sobre as possibilidades que esse mercado pode oferecer.
Por hoje é só.
Até o próximo entre briefings & boletos 👩💻



Que texto perfeito.🤖
Você consegue fazer a sua análise, dar sua opinião e despertar ideias em quem lê seu blog.
Amei🤍